ARAUTO
Tenho os olhos
abertos, mas me permita ver.
Tenho os ouvidos
limpos, mas me permita escutar.
Tenho a mente
lúcida, mas me permita entender.
Tenho os lábios
abertos, mas me permita falar.
Quero ver além do
que o olhar alcança,
discernir os sons
do mundo desordenado,
compreender o que já
parece óbvio,
deixar as palavras
tortas e anunciar
o dia de hoje como
limite do possível.
Inunda-me para que
eu seja teu arauto.
Do livro Lex Vitae, de Delvanir Lopes (no prelo)

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