terça-feira, 14 de julho de 2026

DELVANIR LOPES - Amanhar

 



AMANHAR


Agora que o jardim foi destruído,

só nos galhos e folhas mortas ainda verdes

a vida se despede, mostrando seus veios ressequidos...


mas o aroma perdura um pouco mais,

o vento irmão o carrega mesmo a quem mata a flor.

Generosidade de planta.


Depois da noite receber cada gota de orvalho...

terra revirada e pisada, sementes caídas e latentes,

a vida se anuncia, oferecendo seus braços úmidos.


LOPES, Delvanir. amanhar. In: Hematopiese. Pará de Minas: VrtualBooks, 2011, p. 11.

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