AMANHAR
Agora que o jardim foi destruído,
só nos galhos e folhas mortas ainda verdes
a vida se despede, mostrando seus veios ressequidos...
mas o aroma perdura um pouco mais,
o vento irmão o carrega mesmo a quem mata a flor.
Generosidade de planta.
Depois da noite receber cada gota de orvalho...
terra revirada e pisada, sementes caídas e latentes,
a vida se anuncia, oferecendo seus braços úmidos.
LOPES, Delvanir. amanhar. In: Hematopiese. Pará de Minas: VrtualBooks, 2011, p. 11.
